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Uma mulher que foi expulsa de casa pelo pai rico aos dezesseis anos acabou vivendo nas ruas com seus quatro filhos após a morte do marido.
Sergio Marcano não ficou nada contente quando seu mordomo lhe disse que o pastor Medina o estava esperando. Estava cansado depois de uma longa viagem e não estava com ânimo para os sermões do homem nem para seus pedidos de apoio da comunidade.
Ele convidou o pastor a entrar e o cumprimentou com um aceno impaciente. “Vamos lá, cara!”, disse ele rispidamente. “O que você quer desta vez?”
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Unsplash
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“Sr. Marcano, eu vi Susan”, disse o pastor em voz baixa, e o coração de Sergio quase parou. Sua única filha havia saído de casa quase quinze anos atrás, para nunca mais ser vista.
“Susan?” exclamou Sérgio, ansioso. “Onde? Quando? Como ela está?”
“Eu estava na cidade, ajudando um amigo que tem uma missão junto aos moradores de rua, e foi lá que a vi”, disse o pastor.
“Ela era voluntária? Você disse a ela que eu estava procurando por ela?”, perguntou Sérgio.
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“Não”, disse o pastor Medina gentilmente. “Ela não era voluntária, Sr. Marcano. Ela é uma sem-teto. Ela e os filhos estão morando em um carro.”
Sérgio sentiu tanta tontura que teve que se sentar. “Sem-teto? Minha Susan? As crianças?”, exclamou horrorizado.
“Receio que sim”, disse o pastor. “E ele nem sequer me ouviu quando lhe disse para ir para casa.”
“Mas por quê?” perguntou Sérgio, irritado. “Ela não está mais com aquele perdedor, está?”
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Unsplash
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“O marido dela faleceu há três anos, o Sr. Marcano”, explicou o pastor. “E ela me disse que não levaria os filhos para um lar onde o pai deles é desprezado.”
Sergio Marcano sentiu aquela velha e familiar onda de raiva o invadir. Quinze anos depois, Susan ainda o desafiava. Ele se lembrou da cena em seu estúdio e dos olhos inabaláveis de Susan o encarando enquanto ela vociferava.
“Grávida aos dezesseis anos, e do filho de Garcia!” ela gritou. “Pois bem, vamos fazê-lo lidar com isso, e além disso, ele está demitido! Você nunca mais verá esse homem.”
“Ele é meu bebê, papai”, disse Susan, com a voz trêmula. “E ele é o homem que eu amo. Nós vamos nos casar.”
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“Se você se casar com esse homem, vai ficar completamente sozinha, Susan, entendeu?” gritou Sérgio furiosamente. “Acabou o dinheiro, nada! Se você se casar com ele, saia da minha casa.”
Susan olhou para ele com lágrimas nos olhos. “Eu te amo, pai”, disse ela. Então se virou e foi embora. Embora Sergio tivesse acionado os detetives para procurá-la, ninguém conseguiu encontrá-la.
“Quantos filhos?”, perguntou ele ao pastor Medina.
“Quatro”, disse o pastor. “Três meninas e um menino. Crianças lindas.”
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Unsplash
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Sérgio pegou o telefone e deu várias ordens para que seu carro estivesse pronto. “Pastor, o senhor poderia vir comigo até a cidade e me levar até minha filha?”, perguntou ele em voz baixa.
O pastor assentiu com a cabeça e logo os dois homens estavam a caminho. Quando finalmente chegaram, o pastor os orientou a ir até um estacionamento em frente a um grande shopping center.
No fundo, havia uma caminhonete com uma barraca montada na carroceria. O pastor Medina havia contado a Sergio que, quando o marido de Susan morreu em um acidente de trabalho, a seguradora se recusou a pagar e o banco executou a hipoteca.
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Susan colocou as crianças e seus poucos pertences na velha van. Ela trabalhava como faxineira no shopping. Ela e os meninos usavam os banheiros do shopping e comiam as sobras dos restaurantes no final da noite.
Mesmo assim, ela conseguiu manter os quatro filhos alimentados, limpos e na escola. Quando os dois homens se aproximaram do caminhão, ouviram vozes alegres e risos. Então, duas crianças saíram correndo da carroceria.
A menina mais velha, de uns quatorze anos, ria enquanto fazia cócegas em um menino de uns sete anos. As crianças pararam e olharam fixamente para Sergio e o pastor Medina. “Mamãe!”, exclamou a menina. “Aquele seu velho amigo pastor está aqui!”
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Unsplash
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Uma voz familiar chamou de dentro da loja: “Pastor Medina?” Então Susan saiu, e Sergio pôde ver o choque em seu rosto ao vê-lo parado ao lado do pastor.
“Papai?”, perguntou ela, com os olhos cheios de lágrimas.
Sérgio ficou surpreso. Sua filha tinha apenas trinta e um anos, mas aparentava ser muito mais velha. Seu rosto estava marcado pela preocupação e pelo sofrimento, e suas mãos, calejadas pelo trabalho árduo.
“Susan!” gritou Sérgio. “Olha só para você! Olha o que ele fez com a minha princesa! Ele queria tanto para você! E você casou com aquele perdedor! O que ele poderia te dar? Pobreza?”
Susan balançou a cabeça e disse: “Papai, ele me amava e me deu quatro filhos lindos. Ele morreu e eu fiquei sem ter para onde ir, mas fiz o que pude pelos meus filhos. Sempre amarei o pai dos meus filhos, papai, assim como sempre amei você.”
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Unsplash
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Sérgio percebeu que lágrimas escorriam pelo seu rosto. “Perdoe-me, Susan”, soluçou. “Por favor, me perdoe. Voltem para casa, quero que todos vocês voltem comigo. Deixem-me ajudar vocês a cuidar das crianças.”
Sérgio se viu abraçando sua filha chorosa e soube que tudo ficaria bem. Susan o apresentou às suas três netas e então colocou a mão no ombro do menino. “E este”, ela sorriu, “é o pequeno Sérgio.”
“Você deu o meu nome?” perguntou Sérgio, surpreso. “Em homenagem ao que eu fiz?”
“Eu te amo, pai”, disse ela baixinho. “Você não sabe disso?”
Naquela tarde, todos eles retornaram. Era o começo de uma vida melhor para todos eles.
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Pexels
Imagem meramente ilustrativa. | Foto: Pexels
O que podemos aprender com essa história?
Amar e aceitar os filhos incondicionalmente: Sérgio ficou furioso com Susan por ela amar um homem pobre e cometeu o maior erro de sua vida ao perder a filha.
Não julgue as pessoas pela sua riqueza ou influência: Sérgio odiava o seu genro porque ele era pobre, mas era um marido amoroso para Susan e um pai dedicado.
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